10/11/2017

Novo

As cócegas são um processo neurológico e físico do corpo humano. Diversas teorias tentam explicar o que são as cócegas e a mais aceita recentemente pelos cientistas é a de que as cócegas são um sistema de autodefesa do corpo. Segundo essa teoria, o cérebro emite um sinal de alarme e o corpo responde rapidamente. Embora essa explicação seja possível, as cócegas estão nos comportamentos de animais sociais, como por exemplo, os macacos, que também fazem cócegas uns aos outros, como uma forma de estreitar as relações entre si.

Geralmente estimulada por um leve roçar da pele, fricção ou pequenas pressões (apertões) em certas partes do corpo, como a barriga, os pés ou as axilas, por exemplo, as cócegas são um meio de se aproximar de maneira mais íntima com o outro. Ao receber as cócegas, nosso corpo acaba reagindo com espasmos e riso convulso. Confira agora algumas curiosidades sobre as cócegas.


Como ocorrem cócegas?


O funcionamento das cócegas baseia-se na ativação, através de vários pontos do corpo, da área do cérebro que está relacionada à percepção de risco e ao instinto de escapar. Um tipo de ato reflexo que foi útil em tempos primitivos, mas hoje é enquadrado como uma característica divertida. A sensação de fazer cócegas só pode ser determinada pelo fator surpresa. Ou seja, uma pessoa não pode fazer cócegas. No entanto, qualquer pessoa pode gerar essa sensação em outra se pressionar determinados pontos do corpo.


Cócegas com uma pena


O processo de dar e receber cócegas é baseado em um cronograma neurológico em que diferentes conexões pessoais ocorrem. Uma atividade baseada em comunicação e empatia que é definida como uma das características mais peculiares do corpo humano e que é produzida inteiramente pelo cérebro e pelos nervos.


Do ato de reflexo a um jogo simples


Algumas pesquisas mostraram que as cócegas foram associadas ao ser humano desde o início dos tempos. Um sentimento de que os primatas costumavam se proteger de um estímulo externo completamente involuntariamente. Ou seja, ao perceber um perigo, o cérebro avisa o corpo por meio desse ato reflexo para tentar reagir o mais rápido possível. Um exemplo claro pode ser visto quando um inseto anda em nossa pele oferecendo aquela sensação de formigamento que nos adverte que algo está acontecendo.


Fazendo cócegas


As cócegas são vistas como um jogo simples no qual você busca a risada fácil da outra pessoa. Uma risada quase sempre acompanhada de impulsos corporais produzidos pelos receptores da pele que enviam sinais para as regiões do cérebro responsáveis ​​pelo toque e sensações prazeirosas.

[ Site de Curiosidades ]

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Por que temos cócegas?

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4/06/2017


Suas definições de “fugir de casa” foram atualizadas: Bruno Borges, estudante de psicologia de 24 anos, almoçou com a família em 27 de março, uma segunda-feira normal em Rio Branco, capital do Acre. Após um lacônico “até mais, pai”, dobrou o quarteirão e desapareceu – em seu quarto, deixou 14 grossos livros manuscritos criptografados e uma estátua do filósofo e teólogo italiano Giordano Bruno avaliada em R$ 7 mil. Um vídeo gravado no interior do cômodo se espalhou em um piscar de olhos pelas redes sociais, e a estupefação não ficou reservada a ufólogos e teóricos da conspiração: até os cidadãos mais insuspeitos pensam estar diante de uma espécie de gênio ou profeta, e aguardam curiosos o desfecho da história.

Filósofo, matemático, astrônomo, poeta e teólogo – seu currículo é maior que uma nota fiscal de compra do mês. O frade italiano nascido em 1548 entrou para a história após questionar abertamente crenças fundamentais da Igreja Católica, como a existência de céu e inferno, a danação eterna e a concepção de Cristo por uma mulher virgem.

Bruno também era uma espécie de herdeiro intelectual do heliocentrismo de Nicolau Copérnico, e não se limitou a concordar que a Terra é que dava voltas em torno do Sol – o que na época, por si só, era o suficiente para morrer na fogueira dos tribunais eclesiásticos. Observando o céu, foi além e concluiu que as estrelas não eram só pontos de luz, mas outros “sóis” muito distantes. Cada um teria seu próprio conjunto de planetas girando em torno de si, e qualquer um desses corpos poderia abrigar vida – doutrina visionária que ganharia o nome de “pluralismo cósmico”.  

Na obra A Causa, o Princípio e o Uno, ele diz: “o universo é, então, uno e infinito (…) Não é possível compreendê-lo e ele não tem limites. Nesse sentido, ele é indeterminável, e consequentemente imóvel.” Em Sobre o Infinito do Universo e os Mundos, Bruno também afirma que outros planetas “não têm menos virtude nem uma natureza diferente da de nossa Terra”, e, como ela, “contêm animais e habitantes.” Por trás de sua visão de infinito estava o panteísmo: a crença de que Deus não é uma figura metafísica separada do universo palpável, mas que ambos estão em completa identificação e são, no fundo, a mesma coisa. 

O filósofo, apesar da perseguição, chegou a lecionar Aristóteles na Universidade de Halle-Wittenberg, uma instituição de ensino alemã luterana – os protestantes, fiéis a seus princípios de livre interpretação da Bíblia, toleraram sua subversão teórica por mais tempo que católicos tradicionais. 

Ele foi queimado em 1600, e se tornou um mártir dos iluministas no século 19. Até hoje é símbolo da liberdade de pensamento e expressão, e suas ideias estão na vanguarda da astronomia contemporânea: o telescópio Kepler, lançado pela Nasa em 2009, já identificou mais de 2,3 mil dos mundos distantes que habitavam os sonhos de Giordano Bruno. No ano passado, o Observatório Europeu do Sul (SEO) anunciou a descoberta de Proxima B, exoplaneta com temperaturas médias de 30º e água líquida – e um forte candidato a abrigar vida como a conhecemos.

Não bastasse uma Terra 2.0 tão próxima de nós (meros 4,2 anos-luz, um pulinho na escala cósmica), também há uma área de pesquisa interdisciplinar que une biólogos, bioquímicos e cientistas planetários em uma tentativa de imaginar como a vida poderia surgir sem oxigênio, carbono e outros elementos da tabela periódica essenciais para a biologia terráquea. Chamada Astrobiologia, ela já tem até representantes brasileiros, e a Universidade de São Paulo lançou recentemente um e-book gratuito sobre o assunto.

Ainda é cedo para especular qual foi o tamanho da influência de Giordano Bruno sobre o brasileiro Bruno Borges. Jorge Rivasplata, escultor de 83 anos a quem o rapaz encomendou a estátua, declarou à imprensa que deu um desconto especial ao rapaz, e acredita que ele é a própria reencarnação do filósofo – que teria voltado à Terra para terminar sua obra interrompida de forma trágica. 

O conteúdo dos seus livros ainda é um mistério. Um dos volumes, cujo título já foi decifrado, se chama “A teoria da absorção do conhecimento”. Ao portal G1, a irmã mais velha do rapaz desaparecido comentou pequenos trechos que já foram decodificados. “Tem um que fala sobre a busca da verdade absoluta. Não temos nenhum texto completo. Acreditamos que vai aparecer alguém em que sintamos essa confiança. Não queremos divulgar imagens para as pessoas tentarem decifrar.”

Alguns detalhes, porém, são reveladores – o principal deles é um autorretrato de Borges ao lado de uma figura genérica de extraterrestre, pendurada sobre o “papel de parede” de inscrições misteriosas. Terá seu interesse por vida alienígena alguma relação com as teorias do Bruno italiano? Resta aguardar as investigações, que por enquanto são mantidas em sigilo pela Polícia Civil.

[ Superinteressante ]

Quem foi Giordano Bruno e o que ele tem a ver com o caso do Acre

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3/07/2017


Mais de um quarto das mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo estão ligadas a ambientes poluídos, como a água contaminada e ar poluído, de acordo com um novo relatório.

O relatório, da Organização Mundial de Saúde (OMS), descobriu que a cada ano, 1,7 milhões de crianças com menos de 5 anos morrem de causas atribuíveis a ambientes poluídos . Isso é cerca de 26% de todas as mortes de crianças nessa faixa etária em 2012.

"Um ambiente poluído é - especialmente para crianças pequenas", Dra. Margaret Chan, diretora-geral da OMS, disse em um comunicado . "O desenvolvimento de órgãos e sistemas imunitários e corpos menores e das vias aéreas, tornam especialmente vulneráveis à sujeira do ar e da água."


Por seu tamanho corporal, as crianças consomem mais alimentos, beber mais água e respiraram um maior volume de ar do que os adultos. Além disso, as crianças são mais propensos a brincar ao ar livre e colocar suas mãos e outros objetos em suas bocas, e isso também aumenta a sua exposição a riscos ambientais.

O relatório estima que, em 2012: 570.000 crianças menores de 5 anos de idade morreram de infecções respiratórias, como pneumonia, vinculados a interior e exterior da poluição do ar . Fontes de poluição do ar incluem a fumaça de fogões domésticos que utilizam combustíveis impuros (como o carvão, carvão e resíduos de culturas), bem como o fumo passivo e emissões dos veículos.

361.000 crianças morreram devido a doenças diarreicas ligadas à água contaminada, falta de saneamento e falta de higiene.
270.000 crianças morreram durante o primeiro mês de vida de condições tais como nascimento prematuro que estavam vinculados a fatores ambientais, incluindo a exposição da mãe à poluição do ar, água contaminada e falta de saneamento.
200.000 crianças morreram de malária que poderiam ter sido evitadas através de ações ambientais, como a redução de áreas de água parada onde os mosquitos se reproduzem. 200.000 crianças morreram de lesões não intencionais vinculados a riscos ambientais, tais como o envenenamento, quedas e afogamentos.

Por exemplo, a OMS estima que uma redução de 75% em fumaça de fogões domésticos poderia reduzir os casos de criança com pneumonia em até 46% em certas configurações. Intervenções para aumentar o acesso à água potável e melhorar o saneamento e a higiene poderiam reduzir a mortalidade por diarréia em crianças em até 45%, disse a organização.

As agências governamentais também poderiam trabalhar juntos para melhorar a higiene nas unidades de saúde onde as mulheres dão à luz, aumentar a disponibilidade de transporte público para reduzir as emissões provenientes de veículos e gerir melhores os resíduos perigosos para reduzir a exposição as substâncias químicas nocivas.

[ LiveScience ]

Cerca de 2 milhões de crianças morrem vítimas de poluição a cada ano

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3/04/2017


Resposta óbvia: tudo sairia voando!

“É impossível que o planeta pare de girar de modo abrupto, mas, se isso acontecesse, tudo aquilo que se encontra na superfície terrestre seria arrancado violentamente: as cidades, os oceanos e até o ar da atmosfera”, afirma Rubens Machado, do departamento de astronomia da USP.

Apesar de não percebermos, a Terra completa sua rotação a cada 24 horas a uma velocidade de aproximadamente 1.700 quilômetros por hora. Então, se a freada brusca de um carro faz com que os passageiros sejam jogados “para a frente”, imagine o que não aconteceria com os pobres habitantes da Terra caso o planeta decidisse colocar o pé no freio. “Os corpos arrancados da superfície voltariam a cair, já que 1.700 quilômetros por hora não é uma velocidade alta o suficiente para escapar do campo gravitacional e se perder no espaço”, diz Machado. “Então, todos os destroços sólidos, os oceanos e a atmosfera cairiam de volta.”

Se algum ser sobrevivesse a esse voo em velocidade supersônica, o dia seguinte não seria lá muito fácil: apesar de a Terra continuar a percorrer sua trajetória anual ao redor do Sol, a falta de rotação acabaria com o conceito de dia e noite, já que teríamos seis meses de exposição solar seguidos de outros seis meses de escuridão. Além disso, o planeta provavelmente perderia seu campo magnético, que serve como uma espécie de escudo contra partículas de altas energias provenientes do vento solar.

[ Revista Galileu ]

O que aconteceria se a Terra parasse de Girar?

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2/25/2017

Todos sabemos que o oxigênio é essencial para nossa saúde e sobrevivência. Sem esse elemento, nós não poderíamos respirar e não teríamos capacidade de manter as atividades celulares de todo o corpo. Apesar de normalmente ser encontrado na forma gasosa, o elemento também pode ser condensado quando em temperaturas muito baixas.

Afirmando que oferecem efeitos melhorias à saúde, algumas marcas nos Estados Unidos tem vendido bebidas com supostas gotas liquefeitas de oxigênio dissolvidas em água. Entre os benefícios oferecidos estariam o combate a infecções, remoção de toxinas do corpo, alívio de dores de cabeça e até mesmo perda de peso.

Mas o que realmente aconteceria se alguém bebesse oxigênio? É realmente benéfico e seguro? Bem, se você está cogitando bebidas de oxigênio puro, é melhor repensar a ideia, pois pode ser bem perigoso.

Primeiramente, é importante alertar que as bebidas vendidas com as supostas gotas de oxigênio estabilizado contém sais que podem fazer mal ao corpo, quando em contato com a pele ou membranas mucosas – esses tecidos são encontrados em partes do corpo como nariz, boca e pulmões, entre outras.

O verdadeiro oxigênio líquido seria extramente difícil de ser consumido. Isso porque o gás só se liquefaz a temperaturas extremamente baixas, próximas do zero absoluto. Além de não poder ser encontrado em ambientes naturais nessa condição, o gás evaporaria instantaneamente ao entrar em contato com a elevação de temperatura. Para realmente conseguir beber oxigênio, seriam necessárias condições e tecnologias bem específicas.

Considerando que as condições fossem atingidas e o gás fosse liquefeito, ele congelaria tudo com que tivesse contato. Talvez você já tenha visto filmes ou experiências que apresentam outro gás, o nitrogênio, na forma líquida e seu efeito congelante. O oxigênio funcionaria de forma semelhante congelaria seus dentes, pele e todos órgãos por onde passasse. Naturalmente, isso te levaria a morte.

Além das propriedades congelantes, o oxigênio também é extremamente inflamável. Na realidade, é somente por causa da presença desse gás em nossa atmosfera que somos capazes de fazer fogo. E isso por que o oxigênio compõe apenas 20% do ar que temos ao nosso redor. Imagine o que não aconteceria com um líquido que tem 100% de oxigênio em sua composição química? Não só ele seria capaz de te congelar, mas também de queimar com facilidade.

Mesmo que seja essencial para nossa respiração e sobrevivência, o oxigênio pode ser maléfico para outros corpos, e você certamente conhece esses efeitos. Se lembra daqueles pedaços enferrujados em barras de ferro velho? Isso acontece por conta da oxidação, uma reação química do ferro com o oxigênio. O mesmo processo pode ser percebido em diversos outros materiais, e não só no ferro.

No corpo humano, apenas as vias respiratórias – e as partes externas, é claro – estão preparadas para lidar com oxigênio frequentemente. Ao entrar em contato, por exemplo, com órgãos do sistema digestivo, o oxigênio poderia oxidar órgãos, que seriam gravemente danificados.

E aí, aceita um gole de oxigênio líquido?

[ Gozend / Fatos Desconhecidos ]

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O que acontece se uma pessoa beber oxigênio líquido?

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2/22/2017


Tantos planetas já foram encontrados em sistemas planetários além do nosso que é fácil não valorizar o possível significado de uma nova descoberta. Atualmente, a Nasa contabiliza 3.449 exoplanetas - por isso, é perigoso fazer uma propaganda excessiva de cada anúncio.

Mas a excitação causada pela descoberta de sete planetas do tamanho da Terra, anunciada nesta quarta-feira por cientistas europeus e americanos, não ocorre apenas pela quantidade incomum de exoplanetas encontrados ao mesmo tempo. Nem pelo fato de que a maior parte deles são do tamanho do nosso.
O sistema é formado em torno da já conhecida estrela-anã superfria Trappist-1, que fica a apenas 40 anos-luz do nosso planeta.

E os cientistas estão empolgados porque a Trappist-1 é convenientemente pequena e fraca. Isso significa que os telescópios que estão sendo usados para estudar esse novo sistema planetário não são tão ofuscados pelo brilho quanto seriam ao mirar estrelas mais brilhantes.

"Isso abre um caminho fascinante para estudar esses mundos distantes e, acima de tudo, suas atmosferas", diz David Shukman, correspondente de ciência da BBC News.

"A cobertura dos anúncios de exoplanetas pode facilmente levar a conclusões precipitadas sobre vida alienígena. Mas esse sistema planetário remoto pode realmente fornecer uma boa chance de procurar por pistas dela."
A próxima fase da pesquisa já começou a buscar pelos principais gases, como oxigênio e metano, que podem fornecer pistas do que está acontecendo na superfície desses planetas.

Possibilidades


"Encontrar uma nova Terra não é questão de 'se', mas de 'quando'", disse o astrofísico Thomas Zurbuchen, diretor de ciência da Nasa, durante o anúncio da descoberta, em uma transmissão ao vivo no Facebook.
Os pesquisadores afirmaram que todos os novos planetas do sistema da Trappist-1 poderiam ter água líquida na superfície, a depender das condições de pressão atmosférica.

Dos sete exoplanetas, três estão dentro do que se considera zona "habitável" - a uma distância da estrela Trappist-1 em que a vida é considerada uma possibilidade.
Cientistas vão usar telescópios para estudar propriedades da atmosfera dos planetas ao redor da Trappist-1


"Os planetas são próximos um do outro e muito próximos da estrela, o que lembra a organização das luas de Júpiter", disse o belga Michaël Gillon, da Universidade de Liège, o principal autor da pesquisa.

"Mesmo assim, a estrela é tão pequena e fria que os sete planetas são temperados, o que significa que eles podem ter água líquida - e talvez vida, por extensão - na superfície."

Os astrônomos dizem também que poderão estudar as propriedades atmosféricas dos planetas usando telescópios disponíveis atualmente.
"O Telescópio Espacial James Webb, sucessor do Hubble, tem a possibilidade de detectar a marca do ozônio se esta molécula estiver presente na atmosfera de um desses planetas", afirmou Brice-Olivier Demory, da Universidade de Berna, na Suíça.
"Isso pode ser um indicador da atividade biológica no planeta."


Radiação


Mas Demory diz que é preciso ter cuidado ao inferir uma atividade biológica nos planetas a partir de observações feitas de longe.
Algumas das propriedades de super-anãs frias como a Trappist-1 podem dificultar a existência de vida. Por exemplo, algumas delas emitem grandes quantidades de radiação em forma de chamas, o que poderia esterilizar as superfícies dos planetas próximos.

Além disso, a zona habitável, no caso da Trappist-1, está bem próxima da estrela para que os planetas recebam o calor necessário para que exista água líquida.
Mas isso também causa um fenômeno conhecido como rotação sincronizada, que faz com que o planeta sempre mostre a mesma face para a estrela. Um lado do planeta estaria, portanto, sempre no "dia" e o outro, sempre na "noite".
Isso pode ter o efeito de fazer com que a face virada para a estrela fique quente e a outra, fria.


Visita


De acordo com os cientistas, o primeiro planeta na zona habitável do novo sistema, Trappist-Ie, tem tamanho muito semelhante à Terra, e também recebe quantidade de luz semelhante à que recebemos do Sol. Por isso, pode ter temperaturas parecidas.
Já o Trappist-If, segundo da zona habitável, tem órbita de nove dias, recebe luz de maneira semelhante a Marte e pode ser um planeta rico em água.

"Enquanto vivermos provavelmente não conseguiremos chegar até o sistema da Trappist-1. Estamos muito empolgados para usar nossos telescópios e descobrir o que há lá, mas teremos que deixar a visita para outras gerações", disse a astrônoma Sara Seager, professora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na sigla em inglês), durante o anúncio da Nasa. Segundo Seager, se fosse possível viajar na velocidade da luz, o homem levaria 39 anos para chegar até o novo sistema planetário. Num avião como os que existem hoje, o tempo necessário seria 44 milhões de anos.

[ G1.com / NASA]

Por que o anúncio da NASA sobre a descoberta de novos exoplanetas é tão importante

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A Nasa descobriu novos planetas no sistema planetário da estrela TRAPPIST-1, localizada a 40 anos-luz do Sol. A descoberta foi divulgada pela Nasa hoje e teve seus detalhes publicados em artigo da revista "Nature". O sistema tem sete planetas com um tamanho próximo ao da Terra localizados em uma zona temperada, ou seja, com temperatura entre 0ºC e 100ºC.

Em princípio, segundo a Nasa, todos os sete planetas descobertos poderiam conservar água em estado líquido em sua superfície — condição tida pelos cientistas como essencial para a vida. Os cientistas consideram que estes planetas estão no que chamam de “zona habitável”. Três deles em particular parecem mais promissores para a presença de oceanos, além de possivelmente terem estruturas rochosas. 

O sistema orbita uma pequena estrela localizada a cerca de 40 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário. Chamada de Trappist-1, ela é tão pequena que tem um diâmetro apenas um pouco maior do que Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Seus planetas, por sua vez, têm porte similar à Terra — alguns um pouco menores, outros um pouco maiores — e passam rotineiramente à frente de sua estrela-mãe do ponto de vista de quem está aqui na Terra. Foi graças a isso que eles foram descobertos.

Em maio de 2016, o astrofísico Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica, com a ajuda de colaboradores, havia relatado a existência de três destes exoplanetas que transitavam ao redor da estrela anã. Essa foi a primeira pista para os autores investigarem mais a fundo o sistema.

Desde a detecção desse primeiro trio de exoplanetas há quase 10 meses, os pesquisadores monitoraram a TRAPPIST-1 a partir do solo, com o Telescópio Liverpool, na Inglaterra, e do espaço, com a ajuda de equipamentos da agência espacial dos Estados Unidos.

Vários fatores tornam a descoberta uma das mais importantes da história da pesquisa de exoplanetas até agora — a proximidade do sistema solar, o número de planetas rochosos, a distância que cada um deles guarda de sua estrela, o tamanho reduzido do astro central e, sobretudo, a possibilidade de monitorar os chamados trânsitos planetários. Tudo isso favorece a possibilidade de que muito em breve — no mais tardar já no ano que vem — os astrônomos possam ser capazes de investigar as condições que realmente predominam nesses mundos e descobrir quais são habitáveis mesmo, se é que algum deles é.

[ Correio da Bahia / Nature ]

Nasa descobre planetas ‘habitáveis’ com tamanhos parecidos ao da Terra a 40 anos-luz do sistema Solar

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2/17/2017


A nave Dawn, da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, observou a superfície do planeta anão Ceres e encontrou compostos orgânicos, que são base para a origem da vida. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (16) na revista "Science".

De acordo com a publicação, os compostos eram constituídos com base de carbono. Os cientistas avaliaram a geologia e concluíram que os orgânicos podem ser nativos do planeta. Uma análise inicial dos pesquisadores sugere que o interior de Ceres é a fonte desses materiais. Ou seja: os elemantos não chegaram por meio de impactos de asteroides ou cometas.

"A descoberta local de uma concentração alta de compostos orgânicos é intrigante, com amplas implicações para a comunidade astrobiólogica", disse Simone Marchi, pesquisadora do Instituto de Pesquisa de Southwest e uma das autoras do artigo. 

"Ceres tem evidências de minerais hidratados contendo amônia, gelo, carbonatos, sais e, agora, materiais orgânicos", completou.

O mapeamento da nave Dawn apontou uma alta concentração do material próximo à cratera Ernuet, com 50 km de diâmetro e localizada no hemisfério norte do planeta. Outras regiões com compostos orgânicos foram encontrados na borda da cratera, e em uma outra cavidade mais degradada.

As pesquisas espaciais apontam que Ceres se originou há 4,5 bilhões de anos antes da criação do Sistema Solar. Por isso, estudar os recém descobertos compostos orgânicos do planeta podem ajudar a explicar a origem das matérias da vida, de acordo com a Nasa.

[ G1.Globo ]

Sonda da NASA encontra compostos orgânicos nativos no planeta anão Ceres

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1/31/2017


O Brasil é o maior reciclador mundial de latas de alumínio. O índice brasileiro é de 98,4%. No mundo, aproximadamente 75% dessas embalagens são recicladas.

Em 2014, foram vendidas no mercado brasileiro 294,2 mil toneladas de latas e recicladas 289,5 mil toneladas. A atividade injetou R$ 845 milhões na economia, segundo pesquisa da Abralatas, associação dos fabricantes. Há 14 anos, o país ocupa a liderança nesse mercado.

Em cerca de 30 dias, uma latinha pode ser comprada, usada, coletada, reciclada, virar latinha de novo e voltar ao supermercado. É um caso de sucesso isolado no panorama da reciclagem no Brasil. Também tem bons números a reciclagem de embalagens de agrotóxicos, mas as quantidades e os valores das latinhas são muito maiores.

Algumas características explicam o sucesso. Já de partida, o alumínio é infinitamente reciclável e mantém quase a mesma qualidade do material primário. Esse é um enorme diferencial. Papel e plástico, por exemplo, dão reciclados de qualidade inferior aos produtos de origem, na maior parte dos casos.

Além disso, contam a favor do alumínio a facilidade de coleta e compactação e a disponibilidade distribuída em todo território e sem interrupções sazonais.
A lata de alumínio é usada basicamente como embalagem de bebidas. Cada brasileiro consome em média 54 latinhas por ano. Só para se ter ideia do volume, 45,8% das cervejas nacionais são vendidas envasadas em latinhas de alumínio.

Todos esses fatores concorreram para o estabelecimento de uma cadeia de valor para o mercado das latinhas. Elas são sucatas valiosas e têm mercado. Para além das próprias empresas que as fabricam, são disputadas também pela indústria automobilística e pela construção civil, para a produção de componentes elétricos e de outros bens de consumo.

Segundo dados do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem), o preço da latinha de alumínio é o dobro do preço do PET, do plástico rígido e do plástico filme, cinco vezes o preço do papel branco, oito vezes o preço do vidro, 14 vezes o papelão e 17 vezes o preço da embalagem longa vida. E como a roda se alimenta, o fato de a lata ter valor faz com que a sua separação seja mais difundida e comum nos domicílios –há muita gente que só separa latinhas.

Criar Demanda


Para Renault de Freitas Castro, presidente executivo da Abralatas, para que outros materiais tenham o mesmo sucesso do alumínio na reciclagem, é preciso criar demanda. E é a própria indústria que deve se responsabilizar por isso.
“Se ela [indústria] não criar usos ou não inventar outros usos, quem vai arcar com essa sucata?” questiona. É o princípio do poluidor-pagador, afirma Castro. “Senão, é a sociedade que vai pagar.”

O executivo da Abralatas defende ainda que o governo multe as empresas que não aderirem aos acordos setoriais, além de mudanças no sistema tributário, para que sejam criados instrumentos para encarecer o produto de maior impacto ambiental. “Enquanto o produto muito poluente não for mais tributado que o produto menos poluente não vai dar.”

Castro afirma ainda que é preciso melhorar as condições de trabalho dos catadores. O governo, por exemplo, poderia simplificar a burocracia para incentivar a formação de cooperativas. Em uma associação, os catadores podem ter acesso a benefícios como o INSS e o sistema de saúde.

Bauxita


Como tem bom mercado, os catadores autônomos nem deixam as latinhas chegarem às centrais de separação da coleta seletiva. Elas são recuperadas antes de chegarem ao ponto final. Por esse motivo alguns índices de composição dos resíduos sólidos inspecionados pelas prefeituras na coleta seletiva apontam baixa porcentagem de latas de alumínio.

A reciclagem da latinha de alumínio gera ganho energético e evita extração de bauxita. Na reciclagem, a economia de energia é de 95%: basta 5% da energia necessária para produzir determinada quantidade de alumínio pelo processo primário para produzir a mesma quantidade de reciclado. Em 2014, no Brasil, foram vendidas 294 mil toneladas de latinhas e recicladas 289 mil toneladas, um índice de 98,4%.

O processo de reciclagem de alumínio libera 5% das emissões de gás do efeito estufa comparado com a produção de alumínio primário, 18% dos municípios brasileiros (1.055) têm alguma iniciativa de coleta seletiva, 85% dos brasileiros não têm acesso a programas de coleta seletiva, 54% dos municípios brasileiros realizam coleta seletiva por meio de Pontos de Entrega Volutários (PEVs) e cooperativas de catadores.

[ Secretaria de Energia e Mineração - São Paulo ]

Brasil é campeão mundial na reciclagem de latas de alumínio

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1/30/2017


Albert Einstein e Nikola Tesla foram pessoas bastante peculiares. Ambos introvertidos, muito inteligentes e até - há quem diga - loucos, os dois dedicaram as vidas aos seus empreendimentos científicos.

Albert Einstein dispensa apresentações. O físico, que nasceu na Alemanha, desenvolveu a teoria da relatividade, um dos pilares da física moderna. O cientista também é um dos maiores influenciadores da filosofia da ciência.

O sérvio-americano Nikola Tesla, por sua vez, foi inventor, engenheiro eletricista, engenheiro mecânico, físico e futurista. É mais conhecido por suas contribuições revolucionárias no campo do eletromagnetismo e por ter desenvolvido teorias que foram bases dos sistemas modernos de potência elétrica em corrente alternada, com os quais contribuiu imensamente na introdução da Segunda Revolução Industrial.

Parece inevitável que duas das mais brilhantes mentes da história da ciência batessem cabeça, vez ou outra.

Em 1931, no ano do 75º aniversário de Nikola Tesla, a revista Time pediu um comentário de Einstein sobre o colega cientista. “Um eminente pioneiro no campo de correntes de alta frequência... Quero parabeniza-lo pelo seu grande sucesso e pelo trabalho de sua vida”, respondeu o alemão, educadamente, mas curte e direto ao ponto.

O tom parece cordial demais, visto que Tesla e o poeta George Sylvester Viereck escreveram um poema criticando Einstein, em 1920. “Fragments of Olympian Gossip” contém os seguintes versos:

“Now a long haired crank, Einstein by name,
Puts on your high teaching all the blame.”

Alguns anos depois da publicação do poema e do aniversário de 75 anos de Tesla, em 1935, o inventor e engenheiro voltou a criticar Einstein, desta vez diretamente. Em entrevista ao New York Times, Tesla disse que a teoria da relatividade do alemão era “um mendigo envolto em roxo que pessoas ignorantes levam para um rei” e “uma massa de erros violentamente oposta aos ensinamentos dos grandes homens da ciência do passado e até do senso comum... A teoria amarra todos esses erros e falácias e os veste em roupas matemáticas elegantes que fascinam, encantam e deixam as pessoas cegas... Os exponentes dela são homens muito brilhantes, mas eles são metafísicos, não são cientistas. Nem uma só proposta da teoria da relatividade foi provada”, disparou.

Completa a discussão ainda um boato que, em uma entrevista, o repórter pediu que Einstein dissesse como é ser o homem mais inteligente da Terra, ao que o físico respondeu, ironicamente: “Eu não sei dizer. Pergunte a Nikola Tesla”.

Recentemente, foi encontrada nos arquivos de Nikola Tesla uma carta escrita a próprio punho por Einstein. Nela, uma mensagem de felicitações pelos 75 anos do colega, enviada no mesmo ano em que o alemão respondeu com um comentário seco ao pedido da Time por uma palavrinha sobre Tesla. A carta encontrada contém as seguintes palavras, traduzidas do alemão:

“Com alegria, soube que você comemora seu 75º aniversário. Você é um pioneiro bem-sucedido no campo das correntes de alta frequência, responsável pelo maravilhoso desenvolvimento desta área da tecnologia, permitindo grandes avanços. Quero apenas parabenizá-lo pelo sucesso, pelo trabalho, por tudo!

Albert Einstein”



[ Revista Galileu ]

Apesar de gênios, Einstein e Tesla viviam brigando

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1/29/2017


Pesquisas conduzidas Philip Hopkins, um astrofísico da Caltech, apresentadas em uma coletiva de impressa em um encontro da American Astronomical Society, sugerem uma possível resposta para a pouca quantidade de galáxias satélites circundando a Via Láctea. Explosões colossais de supernovas, e de estrelas com enorme massa, poderiam ter varrido para o espaço a maior parte do material necessária para a formação dessas pequenas galáxias satélites.

De acordo com teorias a cerca de como as galáxias evoluem, a Via Látea deveria ter várias pequenas galáxias satélites em seu entorno, entretanto o número real se resume a poucas galáxias. As de brilho mais intenso que são encontradas, são muito leves em comparação com o que se tem de conhecimento sobre a formação de um sistema galáctico, sugerindo a ação de alguma forma que impossibilitou a formação de mais galáxias e de composições mais pesadas.

Realizando uma simulação computadorizada com a finalidade de projetar e acompanhar a formação e evolução de galáxias, até atingirem o nível de estrelas individuais, expôs o cenário crítico que as supernovas podem desempenhar para desvendar este enigma que intriga pesquisadores em torno da formação das galáxias no Universo.

“Nas galáxias não basta formar estrelas e permanecerem lá”, disse Hopkins. “Se você mensurar a energia que as supernovas emitem durante a vida de uma galáxia, observará que é maior do que a energia gravitacional segurando a galáxia juntos. Você não pode ignorar isto”.

As simulações baseiam-se em conduzir o crescimento de uma galáxia organicamente dentro de um computador, traçando a evolução de um sistema, como a Via Láctea de mais de 13 bilhões de anos. Dentro de uma bolha virtualizada de matéria escura, realizando a coleta de gases e fragmentos em berçários estelares. Estrelas nascendo e morrendo neste universo, gerando explosões que dissipam uma enorme quantidade de massa destas estrelas, demonstram uma história galáctica extremamente turbulenta, afirma Hopkins. Estas simulações são limitadas, pois existem inúmeras variáveis sobre os efeitos das supernovas, impossibilitando captar toda a física que o evento proporciona no cenário real.

“Como essas estrelas se formaram rapidamente no início do Universo, elas também vivem brevemente e explodem e morrem violentamente, ejetando o material longe da galáxia. Elas não estão apenas expelindo o gás, estão também agitando a matéria escura, assim impedindo uma infinidade de galáxias satélites de formar, e a destruir para aqueles poucos que sobrevivem.”, disse Hopkins.

A teoria levantada por Hopkins não é algo novo, diz Janice Lee, um astrônomo do Space Telescope Science Institute em Baltimore. Mas as simulações de Hopkins trouxeram muito mais detalhes para essa história, e que é uma razão plausível para a falta de satélite da nossa galáxia.

[ Science News ]

Por que a Via Láctea não possui tantas galáxias satélites ao seu redor?

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